Wednesday, October 29, 2008

Proficiência em informática

Uma vez li que um violinista, para ser considerado bom, precisa de no mínimo umas 5.000h de treino. E que por isso, aqueles que treinam desde pequenos levam uma enorme vantagem sobre neófitos que iniciam seus estudos na vida adulta. Comparados dois violinistas de mesma idade, o que treina desde criança já carrega uma vantagem de alguns milhares de horas de treino.

Trazida para outro plano, esta comparação também serve para o mundo da informática. Tenho acompanhado de perto a introdução de um grupo de adultos ao uso de laptops para seu trabalho, levando para o computador tarefas que anteriormente eles somente sabiam fazer à base de (e muito!) papel.

Aqueles do grupo que já eram usuários habituais de computador e internet, tiveram pouca ou nenhuma dificuldade em se adaptar à nova forma de trabalho. Coincidentemente, pertencem ao grupo dos mais jovens, que já "metem as caras" no trio monitor/mouse/teclado desde o final da adolescência ou o início da vida adulta.

Já aqueles que nunca se dispuseram a aprender nem mesmo os aspectos básicos em informática, enfrentam uma enorme dificuldade.

Faltam conceitos dos mais simples, como arrastar e mover um arquivo, transferi-lo para um pendrive, Ctrl+C, Ctrl+V, etc. Falta ainda capacidade de abstração, para simplesmente imaginar o que é uma estrutura de janelas, e a razão de uma estar na frente da outra, ocultando as demais, e suas implicações. Falta abstração para entender o que é a estrutura de uma apresentação, sua sequência de slides, o que é e para que serve um slide mestre....

Estes são normalmente (apenas para não generalizar), os pertencentes às gerações de baby-boomers (nascidos no pós segunda guerra), ou da geração x (nascidos aproximadamente até 1981), que acompanharam o enorme avanço da informática dos anos 80 e 90 quando adolescentes ou jovens adultos. E que, por já terem recebido sua educação básica, pouco se preocuparam em acompanhar a evolução das formas de comunicação e trabalho.

Escrevo isso em tom de desabafo, diante de minha dificuldade em "ensinar a dirigir", pessoas que nem sequer sabem o que é uma roda.... Ou seja, faltam ainda muitos milhares de horas de tarefas básicas como arrastar e soltar, copiar e colar, abrir e fechar, minimizar/maximizar... para só então terem nível de conhecimento suficiente para as tarefas de programas da Suite Office. E o pior de tudo é ver a falta de interesse em aprender, ou a falta de prática além do horário de trabalho. Porquê não usar o computador para suas tarefas pessoais, como escrever e-mails, pagar contas pela internet, editar e visualizar fotos? A continuar assim, como esta geração chegará aos "milhares" de horas de desembaraço em informática necessárias para o exercício de suas funções?

Sinto muito, mas quando esta geração reclama de estar sendo "engolida" no mercado de trabalho pelos mais novos, vejo que o fenômeno não ocorre sem razão.

Friday, September 19, 2008

Amazon Kindle

Não fosse tão caro...

O Amazon Kindle é um gadget que permite, em uma tela monocromática de baixo consumo de energia, carregar cerca de 200 títulos de livros para onde você quiser.

Wireless AccessLeve e fino, é uma općão muito mais racional do que levar um "pesado" laptop pra todos os cantos. E também muito mais seguro de se abrir no metrô ou ônibus...

A tecnologia empregada, a do e-paper, é "algo parecida" à daquele brinquedo antigo, a Tela Magna. Para formar a imagem, a tela recebe uma carga elétrica que atrai um substrato plástico para uma das faces da tela, formando os pixels. Dessa forma, a imagem fica formada indefinidamente, sem a necessidade de suprimento contínuo de energia. Na prática, significa que o aparelho só gasta energia para trocar a página, e que você pode gastar o tempo que quiser para ler cada uma. Outra vantagem é a do conforto visual devido ao contraste semelhante ao verificado em papéis, onde só é possível ver o texto mediante luz ambiente, ao contrário dos LCDs, que necessitam de um backlight. A ausência do "refresh rate" também torna a leitura mais confortável, pois exige menos esforćo de nosso aparelho visual.

Já existem no mercado diversos e-readers, um deles o da Sony, com características e prećo semelhantes.

Image:PRS-505 IMG 0579.jpg

Não fosse o prećo atual (US$359 nos EUA, por aqui pode multiplicar isso por 4, no mínimo....), eu certamente compraria um desses pra mim, porque adoro ler! Mas a quem mais interessaria ter um gadget desses?

Conforme li uma vez (e não me lembro da fonte, desculpem), a economia gerada por um "livro permanente" desses só se alcanća após a aquisićão de algumas centenas de livros. Na própria Amazon, um e-book custa algo em torno de 50% de um livro impresso, e há dezenas de općões de Best-sellers ao custo padrão de US$9,90, salvo poucas excećões. Claro que a vantagem do aparelho não pára por aí... Para mim, esses e-readers podem fazer pelos livros o que o iPod fez pela música.

Há alguns anos atrás, soaria como ridícula a sugestão de que num futuro próximo poderíamos carregar toda nossa colećão de dezenas (ou centenas) de CDs num aparelho leve e compacto o suficiente para caber no bolso. Porquê não pensar assim então para com nossos livros?

Thursday, September 18, 2008

Software livre

Mais um vídeo sobre software livre, do curso de Linux que estou fazendo:

Monday, September 15, 2008

Linux

Video sobre Linux, que me passaram no curso que estou fazendo:



"Meio" desatualizado, mas mesmo assim é interessante.

Por um escirtório sem papel

Me dei conta que meu departamento, que tem pouco mais de 20 pessoas, consome em média 8.000 (sim, você leu certo, oito mil) folhas de sulfite por mês...

Quase 400 folhas mensais per capita? Campanha de redućão urgente!

Saturday, September 13, 2008

Linux or not?

Conversando hoje com nosso CIO, confesso que fiquei confuso sobre a viabilidade de uma larga e irrestrita adoćão de Linux no segmento corporativo.

Uma leitura do site Why Linux is better pode até ser empolgante e nos dar ímpetos de colocar logo o LiveCD de alguma distro pra ser instalada, mas percebi nesta conversa que o dia-a-dia de quem administra um parque com centenas de máquinas enfrenta outra realidade...

Atualmente a adoćão em larga escala do Linux em desktops esbarra em fatores variados, como:

- falta de interesse dos fabricantes de hardware em escrever drivers para o sistema (eu mesmo tenho uma placa de captura de Vídeo e TV totalmente useless em Linux....) =/
- profissionais especializados ainda são escassos, especialmente no Brasil
- suporte ao sistema (vamos falar somente do suporte in loco, pois seria injusto não mencionar a imensa e prestativa comunidade dos fóruns. Acontece que o usuário comum não tem desenvoltura para consultar esta rica fonte de informaćões)
- suporte a aplicativos (novamente cito o suporte in loco)
- softwares proprietários escritos exclusivamente para Windows (MS-Office suite - Excel (imbatível, em minha opinião), Word, Outlook, Powerpoint, OneNotes, etc...; Adobe suite - leia-se: Photoshop e afins; AutoDesk AutoCAD; etc...)

Diante destas barreiras, em termos práticos os muitos atrativos do pinguim se reduzem ao seu custo (que é zero, ou ainda não tinham lhe dito isso? rs). Porém, o necessário suporte após a instalaćão cria uma onda de dissabores ao administrador que rapidamente desanima e cria um ambiente favorável ao retorno ao Windows, como ele próprio já pôde testemunhar.

Várias fontes citam estimativas de market share de Windows x Linux, como este, que utiliza diversas metodologias. No geral, o sistema de Gates abocanha 90% do mercado, contra mísero 1% (nem isso!) do pinguim.

Particularmente, eu tinha receio em usar Linux por causa da má imagem que eu tinha sobre sua produtividade no trabalho, ou melhor dizendo, sobre a compatibilidade de minhas atividades com a dos demais colaboradores. Em casa, eu já havia testado há dois anos diferentes distros como o Kurumin, Fedora e Ubuntu.

Atualmente tenho no desktop de casa o Ubuntu, e no laptop um dual boot de Windows Vista e Kubuntu. Ao contrário do que poderia supor anos atrás, o Linux tem uma excelente performance e uma grande compatibilidade de arquivos Office (no caso, OpenOffice) com os demais usuários de Windows. E eu me senti praticamente forćado a adotar o Linux perante a medíocre performance do Vista, mesmo com uma configuraćão parruda de meu atual laptop. Seus constantes travamentos, lentidão e consequentes necessidades de reformataćão do HD me fizeram literalmente jogar a toalha. Em verdade só ainda não eliminei de vez o Vista porque rodo alguns aplicativos net exclusivos do Windows, senão....

Em resumo, ainda hoje o Linux continua sendo coisa de geeks, mas quem sabe com o tempo esse market share não comece a se inverter.

Pois como diz um amigo meu, o Paul (este sim um geek nato! E forte defensor do Linux também): "Todos aqueles que fazem computaćão a sério usam Linux".

Radical ou não, concordo com ele!

Friday, September 12, 2008

Cloud computing

Uma de minhas maiores preocupaćões ao carregar o laptop por todos os cantos é com a integridade dos dados que carrego.

Seja por causa de um assalto, ou de queda do aparelho, ou mesmo por um inesperado (e não impossível de acontecer) crash na HD, e lá se vão inúmeras (e às vezes inrecuperáveis....) horas de trabalho. E sem falar no custo do laptop em si (o qual, convenhamos, está cada vez mais atrativo e acessível).

Uma das aćões que tomo para me prevenir deste trantorno é o velho backup semanal, em mídias óticas (normalmente de DVD-RW). Mas tal prática têm se mostrado cansativa e demorada, principalmente devido à grande quantidade de vídeos que tenho na máquina.

Uma boa solućão, a meu ver, é o uso de uma HD externa para fazer estes backups (que no meu caso já atingem a casa das dezenas de Gb...). Porém, enquanto não compro a minha, tenho utilizado medidas alternativas (e bem interessantes) para descentralizar minhas informaćões. É a tal da cloud computing (computaćão nas nuvens), um dos aspectos mais comentados dessa tal de Web 2.0.

O principal fator limitante para guardar os arquivos na nuvem é a disponibilidade e velocidade do link de internet. Basta estar numa área de sombra da cobertura 3G, ou uma instabilidade qualquer e você pode considerar seu dia de trabalho praticamente arruinado!

Mas colocar os arquivos na nuvem tem vantagens interessantes, como a disponibilidade dos mesmos em qualquer lugar, a "suposta" seguranća em não perdê-los pelos motivos acima citados, a possibilidade de compartilhamento ("sharing") com sua equipe, a economia de espaćo na HD, etc...

Eu relutava principalmente em concentrar minha agenda na nuvem, pois achava as ferramentas do Outlook muito mais práticas. Mas finalmente me rendi à simplicidade do Google Calendar. Entre seus recursos (ainda limitados, se comparado ao Outlook), o que mais gosto é o de receber, por SMS, os reminders da agenda. Simplesmente fantástico! Nem mesmo é necessário sincronizar o celular, basta fornecer seu número ao site.

Outra limitaćão era a falta da funćão de tasks no Google Calendar, mas desde que descobri este servićo grátis, da Remember the Milk, lá se foram mais dados meus para a nuvem.

Sobre os arquivos, nada tão prático e com funcionalidades cada vez mais interessantes quanto o Google Docs. A funćão recém implantada de forms online permite a você criar questionários personalizados e distribuir gratuitamente seus links para os potenciais respondentes. E adeus à formataćão posterior de planilhas, edićão de respostas recebidas em texto, digitaćão (!!!!) de questionários recebidos por fax (arghhhhhhh!!!!), etc....

Falta ainda postar com detalhes a minha corajosa (e até o momento bem-sucedida) decisão de largar de vez o Windows e abraćar de vez o pinguim, mas isso fica pro próximo post.

Até lá!